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Desenho: verbo anfíbio é uma mostra de desenhos do artista Felipe Corsini e também a segunda exposição individual da Assinatura Risco! Nesta pequena coletânea, o artista exibe um conjunto de desenhos produzidos nas sessões de modelo vivo do Risco! numa incursão pelos limites da expressão gráfica aquosa. Entre outras sensações, a exposição destaca uma produção que se move num mesmo eixo do espaço entre - modelo e desenhista, mancha e linha, terra e água. 

Desenho: verbo anfíbio

Desenho ou pintura? Afinal, ao vermos a produção de Felipe Corsini, realizada ao longo de quase dois anos em sessões de modelo vivo on-line, importa definir se elas pertencem mais ao campo da cor ou da linha? Manchas delimitadoras e sem fronteiras. Marcas promiscuamente ambíguas que simultaneamente denotam corpo e sombra, contorno e borrão, exterior e interior. 

Esboço ou arte finalizada? Evocação. Desenhar é evocar, o que quer dizer trazer a memória ou chamar. Sendo assim, desenhar é lembrar, atrair, e assim designar, o que não existe ou o que existe contiguamente, neste caso, no tempo e espaço proposto em modelagem viva mediada por telas. A carga emotiva dessas composições é corroborada pela ação de modelos vivos, considerados pelo desenhista como coautores das imagens. Podemos assentir, portanto, que a matéria-prima destas produções é a ação do corpo, de modelos e de desenhista, no manejo de poses e de tintas.

Na investigação artística que Corsini incursiona no Risco! refaz a própria história do desenho, que é a história das transformações daquilo que se entende como tal. Ao que o artista considera a substituição de uma perspectiva mais ilustrativa por uma ação de desenhar entregue a sedução da fluidez aquosa do nanquim, afirma o ato de desenhar como processo de descrever a si próprio, ainda que baseado em um referente. Os desenhos aqui reunidos demonstram um ato de magia sem truque, fruto de uma intencionalidade direcionada ao registro de sessões de modelo vivo, que são capazes de dar a ver além das marcas desta experiência. São também um documento do desejo por descobrir e avançar os limites de uma expressão gráfica localizada num espaço entre; a imagem desta busca anfíbia. 

Curadoria: Bruna Rafaella Ferrer

Produção: Debora Vicente, Mariana Gualberto, Franci Castro e Glaucy Lopes

Felipe cORSIN

Nascido em 1981, vive e trabalha na cidade de
São Paulo. Seu trabalho explora a sensação
de não existência a partir de materiais como
nanquim, aquarela, acrílica, grafite e carvão
sobre papéis em tamanhos pequenos.
Formado em Desenho Industrial pela FAAP, fez
cursos de desenho no Senac e frequentou
sessões de modelo vivo, tanto online quanto
presencial, aprofundando sua pesquisa
com o nanquim e aguada. Recentemente
fez os cursos Narrativas Gráficas Através do
Inconsciente com DW Ribatsky e de aquarela
com Dudi Maia Rosa.Nascido em 1981, vive e trabalha na cidade de
São Paulo. Seu trabalho explora a sensação
de não existência a partir de materiais como
nanquim, aquarela, acrílica, grafite e carvão
sobre papéis em tamanhos pequenos.
Formado em Desenho Industrial pela FAAP, fez
cursos de desenho no Senac e frequentou
sessões de modelo vivo, tanto online quanto
presencial, aprofundando sua pesquisa
com o nanquim e aguada. Recentemente
fez os cursos Narrativas Gráficas Através do
Inconsciente com DW Ribatsky e de aquarela
com Dudi Maia Rosa.

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Nascido em 1981, vive e trabalha na cidade de São Paulo. 
Seu trabalho explora a sensação de não existência a partir de materiais como nanquim, aquarela, acrílica, grafite e carvão sobre papéis em tamanhos pequenos. Formado em Desenho Industrial pela FAAP, fez cursos de desenho no Senac e frequentou sessões de modelo vivo, tanto online quanto presencial, aprofundando sua pesquisa com o nanquim e aguada. Recentemente fez os cursos Narrativas Gráficas Através do Inconsciente com DW Ribatsky e de aquarela com Dudi Maia Rosa.